domingo, 8 de fevereiro de 2009

Música do Dia...


Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar

Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu

Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar

Quando em meus braços você se acolheu

Eu sou o teu segredo mais oculto

Teu desejo mais profundo, o teu querer

Tua fome de prazer sem disfarçar

Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar

Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia

Sou o teu luar em plena luz do dia

Sou tua pele, proteção, sou o teu calor

Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor

Eu sou tua saudade reprimida

Sou o teu sangrar ao ver minha partida

Sou o teu peito a apelar, gritar de dor

Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Sou teu ego, tua alma

Sou teu céu, o teu inferno a tua calma

Eu sou teu tudo, sou teu nada

Minha pequena, és minha amada

Eu sou o teu mundo, sou teu poder

Sou tua vida, sou meu eu em você

Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia

Sou o teu luar em plena luz do dia

Sou tua pele, proteção, sou o teu calor

Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor

Eu sou tua saudade reprimida

Sou o teu sangrar ao ver minha partida

Sou o teu peito a apelar, gritar de dor

Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Sou teu ego, tua alma

Sou teu céu, o teu inferno a tua calma

Eu sou teu tudo, sou teu nada

Minha pequena, és minha amada

Eu sou o teu mundo, sou teu poder

Sou tua vida, sou meu eu em você

Um clichê?!








Sou a alegria dos que me amam...

E a tristeza dos que me odeiam...

Gostaria de dizer: te amo.


Gostaria de olhar em seus olhos,

Sentir teus abraços, respirar bem forte e te amar.

Lhe ter nem que seja por um momento...
Um insano momento, e me entregar.

Entregar-me a você sem dúvida, Sem medo... Vivendo e não sofrendo. Gostaria de dizer-te que sem você logo desisto.

Desisto de viver, logo começo a desfalecer.

Mas se lhe tenho, recupero-me.
Deixo de viver às escuras E o teu amor me invade e me ilumina. Amor este que desatina.

Eu gostaria de ao menos dizer-te:
Eu te amo... Eu te quero.
E ouvir: eu também.
Então meu coração dispararia,
E tão logo eu iria muito mais além.

Vou caminhando com a cabeça na lua,
Meu coração grudado na tua, pensando em você.
Dizendo: Eu te amo; eu te quero
E jamais deixarei de te querer.

Preciso de ti para continuar,
Aí de mim se não o tenho, pois começo a me desesperar.
Gostaria de dizer: te amo.
Em fim... te amar!
Luiz Felipe P. de Melo
09/06/2006.

____________________________________________________________________________________________
*******************************************************************************************************************





















|P|A|U|S|A|



"Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades,
nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm. 8, 38s).

Nove de fevereiro de dois mil e nove: Santa Apolônia!!!


Os seis anos de 243 a 249, durante os quais o rumo do Império Romano ficou sob a direção de Felipe o Árabe, foram considerados: um intervalo de trégua do regime do anticristianismo. No último ano, porém, houve um episódio que comprovou que a aversão aos cristãos, pelo menos na província africana, não havia desaparecido.


O ocorrido era narrado por Dionísio, o bispo da Alexandria no Egito, em uma carta que enviou ao bispo Fabio da diocese de Antioquia, em 249. Na carta ele escreveu que: "No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino, "maligno adivinho e falso profeta", que insuflava a população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta. As casas dos cristãos foram invadidas.


Os pagãos saquearam os vizinhos católicos ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as jóias e objetos preciosos. Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande fogueira. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demônios enfurecidos". "Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente no rosto porque se recusava a repetir as blasfêmias contra a Igreja, por isto teve os dentes arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade.


No meio da multidão enlouquecida, disseram que seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo." O martírio da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a fé. Esta dúvida encontrou eco também no livro " A cidade de Deus" de Santo Agostinho, que também não apresentou uma posição definida.


Contudo, o gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos, e o seu culto se difundiu pelas dioceses no Oriente e no Ocidente. Em várias cidades européias surgiram igrejas dedicadas a ela.


Em Roma foi erguida uma igreja, hoje desaparecida, próxima de Santa Maria em Trasteve, Itália. Sobre a sua vida não se teve outro registro, senão que seus devotos a elegeram, no decorrer dos tempos, como protetora contra as doenças da boca e das dores dos dentes. Mas restou seu exemplo de generosa e incondicional oferta a Cristo. A Igreja a canonizou e oficializou seu culto conforme a data citada na carta do bispo Dionísio.

O Inacabado que existe em mim; Pe. Fábio de Melo


Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.



Desabafos...


... NOSSA VIDA É UM SIMPLES SOPRO...



"A vida do homem sobre a terra é uma luta, seus dias são como os dias de um mercenário.
Como um escravo que suspira pela sombra, e o assalariado que espera seu soldo,
assim também eu tive por sorte meses de sofrimento, e noites de dor me couberam por partilha.
Apenas me deito, digo: Quando chegará o dia? Logo que me levanto: Quando chegará a noite? E até a noite me farto de angústias.
Minha carne se cobre de podridão e de imundície, minha pele racha e supura.
Meus dias passam mais depressa do que a lançadeira, e se desvanecem sem deixar esperança.
Lembra-te de que minha vida nada mais é do que um sopro, de que meus olhos não mais verão a felicidade; o olho que me via não mais me verá, o teu me procurará, e já não existirei.
A nuvem se dissipa e passa: assim, quem desce à região dos mortos não subirá de novo;
não voltará mais à sua casa, sua morada não mais o reconhecerá.
E por isso não reprimirei minha língua, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na tristeza de minha alma:

Porventura, sou eu o mar ou um monstro marinho, para me teres posto um guarda contra mim?
Se eu disser: Consolar-me-á o meu leito, e a minha cama me aliviará, tu me aterrarás com sonhos, e me horrorizarás com visões. Preferiria ser estrangulado; antes a morte do que meus tormentos!
Sucumbo, deixo de viver para sempre; deixa-me; pois meus dias são apenas um sopro" (Jó. 7, 1-16).