domingo, 22 de agosto de 2010
Fanatismo
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Uma noite fria do mês de agosto
Meu coração me diz
Que não posso mais
Voltar atrás.
E me iludir,
E pensar que sou capaz
De viver um grande amor.
Perder-me de mim,
Numa louca tentativa
De te encontrar.
E fingir que nada sou,
E que nada fiz
Para suportar um tal amor.
Mais que querer,
Foi um surto dos sentidos
Que muito me fez chorar.
Como descaminhei,
E parei até de sonhar
Apenas porque me fiz acreditar.
Tolice de quem ama,
Bobagem de quem sonha.
Apenas ilusão!
Ora, quem não descobriu o amor,
Jamais saberá como amar.
Visto que, o amar é a prática do amor.
Entristecido, neste momento vou eu,
Seguindo meu caminho:
De tristeza, dor e breu.
Luiz Felipe P. de Melo.
09 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
"O Perdão de Assis" ou "Indulgência da Porciúncula"
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My Day!
Eu sei que talvez, hoje, olhando para o passado, eu venha a ficar convencido de que muito pouco ou quase nada eu sei. Quase nada da vida, da lida, do pranto, do show! Isto é fato! Apenas posso dizer que caminhei algumas léguas para aqui chegar, semeei quem sabe esperança por onde passei, reguei com amor e fidelidade e lá no fim do horizonte parece-me que já contemplo a imagem de grandes feixes entulhados para a grande festa que é a colheita da vida.
Hoje, passados exatamente vinte e um anos, me volto àquela bendita tarde do dia dois de agosto de um mil novecentos e oitenta e nove, aonde pela graça de Deus eu vinha ao mundo e trazia comigo a difícil missão de ser Luz onde as trevas superabundavam... foi e está sendo ainda mui difícil! Mas, quem algum dia disse-me que seria fácil?!
Recordo-me dos meus primeiros e inseguros passos, ainda de mãos dadas com aquela que me gerou, eu temente a tudo, não muito demorei a andar com as minhas próprias pernas. Resultado, aprendi, sem delonga alguma, a caminhar e a dar grandes passos por vezes. Quanta terra ficou presa à sola dos meus sapatos, quanta gente, quantos sonhos, quantas realizações, quantas decepções, quantos temores e tremores, quiçá ainda não superados, mas, sublimados. Quanta coisa eu já vi, outras tantas eu já vivi. Há ainda aquelas que fiz questão de apagar da memória.Quantos letras, imagens, versos e rimas, melodias; eu aprendi, escrevi, fotografei, recitei, cantei....
Voltando o olhar para o que passou, contemplo, no chão de minha existência, tantas pegadas, tantos encontros e tantos desencontros, mas, a certeza de que nada foi em vão: cada sorriso, cada encanto, cada lágrima, cada momento, cada contato, cada um daqueles que tive a oportunidade de ao menos dizer um “Bom dia!”. Tanta gente, quantos sonhos, quanta vida, quanta história. Saudades! Algo que ainda persiste em minh`alma, em minha memória.
Agora tenho a certeza de que muito eu sei sobre eu mesmo... Sei bem de onde vim, como vim, porque vim, como eu sou, porque sou, para onde vou, como vou, com quem vou... Dúvidas como essas são persistentes e, se fazem presentes por todo o diligenciar existencial, daí, concluo, desde já, que somente haverá um dia que elas não mais se farão presentes, quando eu não mais por aqui estiver.
Mas, quem seria eu?
Luiz Melo! Um jovem sonhador, desejoso de tantas coisas, amante do saber, curioso, perceptivo, intuitivo, orante, falante, dançante, tolo, talvez. Alguém que do nada veio, que caminha quem sabe sem rumo, mas, com uma viva motivação: o Amor, porque somente quem ama, é capaz de viver e de desejar contemplar dias melhores.
Sou do tipo de pessoa “incomum”. Não me reduzo às especulações alheias, nem tão pouco ao fardo dos rótulos de outrem. No mar da vida, não sou mais um marinheiro de primeira viagem, sou alguém que deixou o porto há algum tempo e que apenas sabe que o amor e o tempo são quem impulsionam a viagem! Na verdade, buscando filosofar sobre minha aparência, descubro que sou toda a beleza e mistério que se manifestam em mim e todas as minhas dúvidas e angústias.
Luiz F. P. Melo.
02 de agosto de 2010
Pela passagem de meu natalício...
domingo, 25 de julho de 2010
Não Me Chamem Pelo Nome - António Botto

Quem é que abraça o meu corpo
Na penumbra do meu leito?
Quem é que beija o meu rosto,
Quem é que morde o meu peito?
Quem é que fala da morte
Docemente ao meu ouvido?
– És tu, senhor dos meus olhos
E sempre no meu sentido.
A tudo quanto me pedes
Porque obedeço não sei:
Quiseste que eu cantasse...
Pus-me a cantar e chorei.
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo;
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Não me chamem pelo nome
Que me deram ao nascer;
Sou como a folha caída
Que não chegou a viver.
Meus olhos que por alguém
Deram lágrimas sem fim,
Já não choram por ninguém
– Basta que chorem por mim.
O que é que a fonte murmura?
O que é que a fonte dirá?
Ai, amor, se houver ventura,
Não me digas onde está.


