Mostrando postagens com marcador Poesia; Pietismo; Paixão;. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia; Pietismo; Paixão;. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de setembro de 2011

Mistério

És capaz de unir a terra ao céu.
Teu brilho dissipa toda a treva,
E retira todo véu.

És capaz de retirar-me de mim mesmo
E lançar-me em teus abismos,
Oh, Lindo céu.

És capaz de aprisionar-me,
Nos teus braços infinitos
E ali pra sempre findar-me.

És capaz de parar meu mundo,
De acabar com tudo,
E num único segundo me arrepiar.

És capaz de me roubar de mim,
Escondendo-me,
E me mandar para o teu sem-fim.



Luiz Felipe P. de Melo.
12 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cobiça

Quem me dera trazer-te
Dos sonhos à realidade.
Quem me dera beijar-te
E tê-lo de verdade.

Quem me dera tocar-te
E findar-me em teus braços.
Quem me dera que não fosse sonhos
Estes teus encantos, os teus laços.

Quem me dera ter inspiração
Capaz de te levar ao céu.
Quem me dera provar de teus beijos,
De teus lábios de mel.

Quem me dera perder-me
Em tuas mãos.
Quem me dera de verdade
Somente em teu coração.

Luiz Felipe P. de Melo.
Madrugada do dia 07 de setembro de 2011.

domingo, 25 de julho de 2010

Não Me Chamem Pelo Nome - António Botto


Quem é que abraça o meu corpo

Na penumbra do meu leito?

Quem é que beija o meu rosto,

Quem é que morde o meu peito?

Quem é que fala da morte

Docemente ao meu ouvido?

– És tu, senhor dos meus olhos

E sempre no meu sentido.

A tudo quanto me pedes

Porque obedeço não sei:

Quiseste que eu cantasse...

Pus-me a cantar e chorei.

Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo;
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.

Não me chamem pelo nome

Que me deram ao nascer;

Sou como a folha caída

Que não chegou a viver.

Meus olhos que por alguém

Deram lágrimas sem fim,

Já não choram por ninguém

– Basta que chorem por mim.

O que é que a fonte murmura?

O que é que a fonte dirá?

Ai, amor, se houver ventura,

Não me digas onde está.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval às vistas do sertanejo




A alegria rola solta na cidade.


Pessoas pulam, se divertem;


Crianças, jovens e adultos.


Todos cantam e se apaixonam.




Blocos líricos, cordas e tambores.


Máscaras, fantasias...


Felicidade e alegria,


Se confunem com mil cores.




Povo unido, festa grande...


Gente de todas as idades,


Se reúnem no Recife,


A mais bela das cidades.




O luxo e o lixo se confundem.


Praças, ruas e avenidas.


Todos frevam...


Na maior alegria de suas vidas.




O encanto dura pouco.


Somente três dias.


POvo todo, gente unida


No sol do dia-a-dia.




O galo já vem reinando,


Sob o sol que já está raiando.


A gente pula, se anima.


Enquanto o povo todo vai frevando.




O cranaval é tudo isso.


É cultura e animação...


É juventude reunida,


A alegria que embala o coração.




Já vou me dspedindo,


Vou embora pra o sertão.


A quarta-feira já vem chegando,


E com ela a dor que me invade o coração.






Luiz Felipe P. de Melo


Recife, 28 de janeiro de 2008.