quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sem coração; Pe. Jonas Abib
Saudade: o olhar da alma que se volta para o que se-foi...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Exercício do Existente!
Sofrer o sofrimento inevitável da vida, da morte...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Canção dos Imperfeitos!
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador, também preciso de perdão
Não sou santo e não sou anjo e nem demônio eu sou só eu
Imperfeito, insatisfeito, mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição, eu sou imperfeição, só deus é coerente
Já sorri, já fiz feliz, já promovi, já elevei
Já chorei. já fiz chorar, já me excedi, já magoei
Eu tenho coração mas sou contradição só deus acerta sempre
Por isso eu canto esta canção, canção de amor arrependido
Ao deus que é pai, ao deus que é paz, ao deus que é luz,
Ao deus que é vida
E quando a gente cai deus age como pai
Perdoa, perdoa
E torna a perdoar e ensina o como amar
Eu sou contradição mas deus, ele é perdão.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A dimensão da angústia e da existência dada segundo o pensamento existencialista de Sören Kierkegaard (1813 – 1855)

"Fiz-me abandonar
No mundo
Provando desertos
Em direções de sóis
E
Escavei meu rosto
No chão cotidiano
Até encontrar a caveira
De minhas verdades
E escrever no céu
Um grito liberdade"
(Hamlet).
O filosofo dinamarquês Sören Kierkegaard foi um sujeito atormentado e angustiado devido aos desgostos em sua existência. Caçula de uma família de sete filhos, ele nasceu
Fazer a pergunta fundamental: o que devo fazer? É para o filósofo o próprio método e o momento existencial no qual o ser humano procura responder à própria existência. Parece-nos, pois, que Kierkegaard é o primeiro a se debruçar sobre a temática que circunda a existência do homem, distinguindo-a de sua essência e, sobretudo, colocando para nós, através do episódio bíblico, o paradoxo que se estabelece entre a fé e a moral[2]. Diz-se que, enquanto Karl Marx operou uma ‘reviravolta’, Kierkegaard questiona esse indivíduo frente ao sistema[3]. Ou seja, para ele, o indivíduo deveria “apresentar-se” para não se perder daquele (sistema); ora, o sistema não mais poderia explicar o indivíduo. Nesse sentido, o indivíduo não poderia ser conceitualizado. Kierkegaard utilizara-se do exemplo de Abraão – o Pai da Fé – o qual escolheu realizar a vontade de Deus, a tal ponto de sacrificar a vida de seu próprio filho e, ressalta Kierkegaard, mesmo contra o sistema[4]. Como bem sabemos, ele formulara uma concepção existencial, por assim dizer, a qual compreenderia a três fases distintas, as quais “desembocariam”, nesse sentido, no “mar da paixão”. Onde a fase ética, assemelhar-se-ia a uma ‘farsa’, a um “embuste”, pois as regras “encobririam” o ato de liberdade e, nesse sentido, através da dimensão estética, o indivíduo passaria a ‘atuar’ num contexto de comédia, ao se voltar para o prazer e para puro entretenimento. Já na dimensão religiosa, esta “trama” passa a ter características de tragédia, porque a sua “força propulsora” é a paixão[5]. A grande guinada, por assim dizer, que Kierkegaard dá, é a forma de como ‘traduzir’ essa fé de Abraão; ele enfatiza que é esse Abraão, homem de fé – a viver o paradoxo – circunscrito em um clima de angústia e não desespero. A existência, desse modo, seria marcada por uma angústia constante entre “sim” e o “não”. Ora, o indivíduo ao se decidir, rompe com um dos lados, pois como o próprio nome nos diz, “de-cindir”. Essa decisão é a paixão, é esta quem afirma o homem. Sendo assim, a existência se dá num “salto”, no próprio arriscar-se a si mesmo – na fé[6]. O conceito, tal como o “sistema”, toma a existência passada, de forma que, nenhum destes, comporta em-si a existência de fato. Como o homem está constantemente optando, a vida, desse modo, não mais pode ser entendida como um conceito fechado, mas, o próprio fluir. Remetendo-nos, pois, ao conceito grego de “alethéia”; ‘aquilo que se apresenta, mas sempre reserva algo para si’. A partir dessas relações, nos encontramos frente à problemática relação do ‘infinito’ e do ‘finito’, aonde o “eu” vem como um terceiro termo. Eis, então, a chave de todo o pensamento existencial de Kierkegaard: a escolha. Fora ele quem brilhantemente colocara o conceito de escolha enquanto autenticidade da existência humana. Ou seja, as escolhas comprometem a própria vida – isto não fora, pelo menos no plano filosófico, nada inovador, pois, Agostinho percebera o homem, só é homem enquanto um ser de vontade e de escolhas. O ser humano mantém-se entre a dúvida e a fé, onde só se passa esse estágio num “salto”, o salto existencial de escolher e acolher algo como sendo essencial e verdadeiro à vida. Esta é a resposta que a fé nos oferece. A existência é e permanecerá sempre falta, uma “ascensão inacabada e inabalável[7]. Não cessamos de aspirar a uma plenitude enquanto vagamos no meio de uma incerteza infinita; é com a própria incerteza que nos demos contentar como verdade. O sentido autêntico da existência é viver-para-a-morte, pois o homem é um ser angustiado e voltado para a morte. Essa experiência não é um dado intelectivo, e sim, comprova-se no dado existencial, que é a angústia. Essa angústia, dado existencial que impulsiona o homem a compreender o sentido de viver, pode ser compreendida como sendo onipresente. Ela envolve o ser humano como um todo. Todos os socorros e todas as proteções são ineficazes para debelá-la. O homem sente-se completamente perdido e desolado. Só em Deus ele tem a resposta para o seu desterro. Não tendo coisa alguma no e do mundo como causa, a angústia teria sua fonte no mundo como um todo e em estado puro. O mundo surge diante do homem, aniquilando todas as coisas particulares que o rodeiam e, portanto, apontando para o nada. Este é o momento em que a fé dá ao humano a força e o impulso do salto em direção ao inesgotável mistério da confiança em Deus e da esperança nele.
[1] Huisman, Denis. História do Existencialismo. Bauru, São Paulo: EDUSC, 2001, p. 38
[2] Moral esta, que passa a ser percebida enquanto “razão-de-ser”
[3] Sistema, enquanto “unidade”, “fechamento”, “hermeticidade”; isto é, aquilo que somente volta-se ao passado, sendo este, pronto, acabado. Pressupondo, assim, uma verdade dada.
[4] Mesmo contra a moralidade social, fazendo com que percebamos que Abraão estaria disposto a superar o sistema.
[5] Paixão em seu sentido primeiro; “a paixão da fé”. Isso nos faz até cair num chavão: “onde há paixão, há angústia, há dor”.
[6] Fé, aqui entendida como ‘um mergulhar no absoluto o qual não pode ser conceitualizado’.
[7] Huisman, 2001, p. 43
domingo, 25 de abril de 2010
Razões Porque sou Católico

2º - A Igreja Católica é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28; Flp 1,1; Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15, 2-6,21,18; 1Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6, 1-6).
3º - A Igreja Católica comprova a sua autoridade com a sucessão apostólica.
4º - A Igreja Católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2).
5º - A Igreja Católica segue a advertência bíblica contra as divisões, cismas e sectarismo (Mt 12,25; 16,18; Jo, 10,16; 17,20-23; Atos 4,32; Rom 13,13; 1Cor 1, 10-13; 3,3-4; 10,17; 11,18-19; 12,12-27; 14,33...).
6º - A Igreja Católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4, 12-13; 2Tm 3,16-17; da Tradição, isto é, o conteúdo da doutrina cristã vindo desde o começo do cristianismo que garante a continuidade da única e mesma mensagem de Cristo (2Ts 2,15 consultar Bíblia de Jerusalém e a versão protestante João Ferreira de Almeida; 1Cor 11,2) e do Magistério, isto é, a palavra do papa e dos bispos unidos a ele (Mt 16,19; Lc 10,16).
7º - A Igreja Católica recebeu a missão de ensinar a verdade e cuidar da sã doutrina ( Mt 28,19-20 e Atos 2, 42), e assim evitar o erro das interpretações particulares que provocam discussões e diversidades. Ela é "coluna e sustentáculo da verdade"(1Tim 3,15).
8º - A Igreja Católica conservou a Bíblia com todos os livros do antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397), Cartago IV 9419) e Trulos (692). E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Foi ela também quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a sua leitura.
9º - A Igreja Católica em os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 29,19), Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Matrimônio (19,3-9), Unção dos Enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a Última Ceia, quando disse aos seus apóstolos na Última Ceia: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
10º - A Igreja Católica acredita que o batismo é necessário para receber a salvação (Mc 16,16), o perdão dos pecados, o Espírito Santo (Atos 2,38) e tornar-se membro da Igreja (Atos 2,41).
11º - A Igreja Católica continua a conceder o sacramento da Crisma do mesmo modo como no passado (Atos 8,18, isto é, pelos bispos, sucessores dos apóstolos.
12º - A Igreja Católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Ela vive fielmente as palavras da Última Ceia: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19.20).
13º - A Igreja Católica mantém a prática de dar uma nova oportunidade de perdão dos pecados através dos sacramentos da penitência ou confissão, conforme a vontade de seu fundador (Jo 20,23).
14º - A Igreja Católica professa ser o matrimônio indissolúvel, conforme o ensino de Seu fundador (Mt 19,3-9). e ao mesmo tempo tem misericórdia e acolhe com amor aqueles(as) que passaram pela dura experiência da separação.
15º - A Igreja Católica continua o sacerdócio instituído por Jesus Cristo na Última Ceia (Lc 22,14-20), e continuado desde a Igreja primitiva (Atos 6,6; 14,22; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6) até os nossos dias.
16º - A Igreja Católica continua a prática da Unção dos Enfermos para pedir a cura para o espírito, alma e corpo, conforme o ensino bíblico (Mc 1,13; 1Cor 12,9; Tg 5,14-15) e a prática dos primeiros cristãos passada de geração em geração até aos nossos dias.
17º - A Igreja Católica venera a Virgem Maria conforme uma profecia bíblica (Lc 1,48) e a vontade do próprio Jesus (Jo 19,25-27).
18º - A Igreja Católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc 1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14).
19º - A Igreja Católica aceita a autoridade dos Concílios Ecumênicos realizados desde o início do Cristianismo (Atos 15), e no decorrer dos séculos foram definindo a doutrina cristã.
20º - A Igreja Católica crê na doutrina bíblica do céu (1cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) e no valor da oração pelos mortos (2Mac 12,39-45; 1Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18).
21º - A Igreja Católica acredita na eficácia da intercessão da Virgem Maria e dos santos, conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura (Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16), e o testemunho de cristãos que atribuem as graças alcançadas à intercessão dos santos e santas.
22º - A Igreja Católica crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11).
23º - A Igreja Católica acredita que cada pessoa tem um anjo da guarda (Sl 33,8; Mt 18,10; Atos 12,15; Hbr 1,14)
Fonte: Quem fundou a Igreja Católica? (Pe.A.L.G.)
Texto extraído do panfleto explicativo, ano 2005, paróquia São José - Belo Horizonte e Basílica de São Geraldo em Curvelo - MG
