sábado, 28 de agosto de 2010

Insensatez

Meus olhos que por ti choraram,

Meus lábios que por ti clamaram,

Minhas mãos que te acariciaram,

Hoje não fazem mais.

Meu corpo que se emociona,

A pobre alma que se apaixona,

Meus suspiros, meus desejos...

Minha doce paz.

Ver-te novamente

Faz e refaz o descontente

Traz conforto à alma,

E perdão ao penitente.

Quem me dera ir além,

Beijar-te à boca,

Parar os suspiros

Porém não me convém.

Ansiosa minh`alma deseja

Espera em Deus que ainda te veja,

E nem que seja por um momento

Minha boca te beija.

Despeço-me mais uma vez,

Entristecido, choroso.

Cabisbaixo, solitário.

Oh, que insensatez!

28 de agosto de 2010

Luiz Felipe P. de Melo.

Persistência


Teu desprezo me maltrata,

O teu silêncio quase me mata.

O teu orgulho me destrói

Teu desamor me corrói.

O teu cheiro me hipnotiza,

Teu corpo me fascina.

Teu sorriso me cativa.

O teu jeito me embaraça.

Se com teus braços me repeles,

O meu coração só te abraça.

Os teus olhos me dominam,

Tua palavra negativa

Quase sempre me assassina.

Se me invento e reinvento,

O teu cheiro, teu sabor

Meu encanto, minha vida.

Quando deito, eu não durmo,

Fecho os olhos , paro mudo.

Eis, que o coração já diz tudo.

A tua persistência,

A minha sina,

Tudo isso que virou rotina

Estão me roubando a Vida.

Madrugada de 28 de agosto de 2010.

Luiz Felipe P. de Melo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quisera Eu


Queria dizer para mim mesmo

Que o amor acabou e que não mais voltou.

Queria que tudo isso não tivesse passado

De sonho ou ilusão, de dúvidas, dívidas, sensação.

Queria na verdade esquecer,

E não mais viver a decepção de te querer

Mesmo querendo,

Me perdendo-achando em voce.

Queria na verdade estar com voce

O dia todo, todo o dia.

Na esperança de que se fosse

Toda essa minha dor, minha agonia.

Queria apenas um pouco da tua atenção,

Da tua preciosa companhia.

E quem sabe dos teus sonhos,

De tua alegria.

Queria o desfeche dessa história,

Como em filme da tevê:

Com amor, sonhos,

Conquistas e vitórias.

Queria ser o primeiro,

Quiçá o derradeiro!

Mas, de todos, o teu amor,

O mais verdadeiro.

Madrugada de 27 de agosto de 2010

Luiz F. Pereira de Melo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Solidão; Kelly Patrícia


Meus momentos prediletos solidão, solidão
Mas sempre convosco, Jesus, Senhor.
Junto ao vosso coração passo horas agradáveis
E junto dele minha alma encontra descanso
Quando o coração está repleto de Vós e cheio de amor,
A alma arde com fogo puro,
Então no maior abandono a alma não sente solidão,
Porque descansa em vosso seio.
Meus momentos prediletos solidão, solidão
Mas sempre convosco, Jesus, Senhor.
Ó solidão momentos da mais elevada companhia
Embora abandonada por todas as criaturas
Afundo-me toda no oceano de vossa divindade,
E Vós ouvis ternamente as minhas confidências

domingo, 22 de agosto de 2010

Fanatismo


Minhálma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és se quer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."

(Florbela Espanca)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma noite fria do mês de agosto


Meu coração me diz

Que não posso mais

Voltar atrás.

E me iludir,

E pensar que sou capaz

De viver um grande amor.

Perder-me de mim,

Numa louca tentativa

De te encontrar.

E fingir que nada sou,

E que nada fiz

Para suportar um tal amor.

Mais que querer,

Foi um surto dos sentidos

Que muito me fez chorar.

Como descaminhei,

E parei até de sonhar

Apenas porque me fiz acreditar.

Tolice de quem ama,

Bobagem de quem sonha.

Apenas ilusão!

Ora, quem não descobriu o amor,

Jamais saberá como amar.

Visto que, o amar é a prática do amor.

Entristecido, neste momento vou eu,

Seguindo meu caminho:

De tristeza, dor e breu.

Luiz Felipe P. de Melo.

09 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"O Perdão de Assis" ou "Indulgência da Porciúncula"




A pouca distância de Assis, antiqüíssima cidade da Úmbria, foi edificada em 352 uma pequena capela de quatro piedosos eremitas vindos da Palestina e foi dedicada à Virgem Santíssima. No século VI, esta capela foi dada aos Monges Beneditinos do Monte Subásio, os quais, ampliaram e embelezaram-na. Ali, com as 'porções de terras' que tinham, veio o nome Porciúncula, ou seja, "porçãozinha" ou "pequena porção" [de terras]. Em seguida pois, pela freqüente aparição dos Anjos, foi chamada de Santa Maria dos Anjos.

O Seráfico Pai São Francisco de Assis, quando tomou a sua vida santa, vendo o quanto abandonada e decaída aquela capela, reparou-a pela fervente devoção que tinha pela Mãe de Deus, da qual lhe foi revelado que aquela igrejinha lhe era querida, de modo especial entre todos aqueles consagrados em seu Nome. Em seguida, São Francisco ganhou-a do Abade Teobaldo, monge beneditino, e ali se retirou comos seus companheiros, quando foi forçado a abandonar o Tugúrio de Rivotorto.


Numa noite de inverno do ano de 1216, enquanto o Homem Seráfico, aceso de zelo ardentíssimo, pensava sobre a conversão e a salvação dos pecadores, uma luz suave o circundou e um Anjo o convidou para a Capela, onde o esperavam Nosso Senhor, a sua Santíssima Mãe e muitíssimos Anjos. Francisco se prostrou na capela e adorou a Jesus e venerou a Virgem Santíssima e os Anjos. Enquanto ele se humilhava assim na vildade do seu nada, Jesus lhe deu a coragem de pedir a graça que lhe agradava. E São Francisco então, como novo Moisés, não pensou em si, mas em todas as almas e respondeu: "Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas". E Jesus a ele: "Grande é a graça que me pedes, ó Francisco; todavia, concedo-lha a ti, se minha Mãe me pedir". Francisco então pediu a mediação da Virgem Maria, a qual com sua súplica, seu Divino Filho concedeu a graça. Porém, quis que apresentasse ao seu Vigário, o Sumo Pontífice, para obter a sua confirmação.

Dito isto, cessou a visão e Francisco imediatamente foi ao Papa Honório III e ele, depois de várias dificuldades, lhe confirmou a graça, limitando-a, porém, a um dia somente, por todos os anos e fixando para esta o dia 2 de agosto, a começar das Vésperas da Vigília.


No dia 2 de agosto do mesmo ano de 1216, o Seráfico Pai, na presença dos Bispos de Assis, Perúgia, Todi, Espoleto, Nocera, Gúbio e Folinho, que foram convidados para a consagração da igrejinha da Porciúncula, diante de uma multidão extraordinária de fiéis, promulgou a grande indulgência que ele tinha obtido e assim foi aberto a todos os homens perpetuamente o incomparável tesouro do Perdão de Assis.

Depois, com a Bula do dia 4 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta grande indulgência a todas as Igrejas da Ordem Franciscana e prescreveu que, além da confissão, era necessária a comunhão e a oração pelo Sumo Pontífice. Em 12 de janeiro de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que a dita indulgência estava aplicada também às almas do Purgatório.

Esta indulgência tornou-se célebre pela sua origem toda extraordinária e pela circunstância singularíssima que esta pode ser lucrada toties quoties, isto é, tantas vezes quanto se visita a igreja que goza de tal favor e nas quais se cumprem as prescrições requeridas. A respeito deste propósito, surgiram, é verdade, dúvidas, mas a Santa Sé interveio várias vezes e autoritativamente tirou toda dúvida, declarando e confirmando que ao Perdão de Assis estava anexo este privilégio toties quoties.

Hoje a "Porciúncula" fica dentro da imponente Basílica


Para render mais facilmente aos fiéis a aquisição de tão grande benefício, o Sumo Pontífice Pio X condedeu, para a comodidade dos fiéis que o Perdão de Assis pudesse ser obtido também nas igrejas ou oratórios que, na aplicação do privilégio com o consenso do Bispo e que o Perdão de Assis pudesser ser transferido do dia 2 de agosto para o Domingo seguinte. O Papa Bento XV, em 16 de abril de 1921, com o um solene documento estendeu esta indulgência do Perdão de Assis a todos os dias do ano, in perpetuo, mas somente na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. E assim o desejo expresso por São Francisco a Nosso Senhor vem com um tal ato completamente exaudito. Ainda hoje em todas as Igrejas do orbe, a indulgência é aplicada neste dia.