segunda-feira, 12 de julho de 2010
Tecendo a própria história...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Frei Magnus Lopes: nomeado bispo da nova diocese de Salgueiro

O papa Bento XVI nomeou, Frei Magnus Henrique Lopes, OFMCap. Da Provincia do Nordeste do Brasil, para o ministério episcopal como primeiro bispo da nova Diocese de Salgueiro.
FREI MAGNUS HENRIQUE LOPES, OFMCap., nasceu em Assu-RN, Diocese de Mossoró, no dia 31 de julho de 1965. Filho de João Gregório Lopes e Maria do Carmo Lopes (in memoriam). Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, a 21 de fevereiro de 1986, na etapa do Postulantado. Fez o santo noviciado de 05 de janeiro de 1988 a 06 de janeiro de 1989, quando emitiu a primeira profissão religiosa. A profissão perpétua e solene fê-la aos 19 de março de 1992, no Convento Santo Antônio, em Natal-RN. Foi ordenado diácono a 25 de março de 1996, na Basílica de Nossa Senhora da Penha, em Recife-PE, por Dom Antônio Soares Costa e ordenado presbítero pelo mesmo bispo, no dia 21 de dezembro de 1996, em Assu-RN.
Formação Acadêmica: Curso Primário no Instituto Padre ibiapina (Assu-RN), concluído em 1981; Secundário com especialização em técnico de nível médio em estradas, na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte – ETFERN (Natal-RN), concluído em 1985.; Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia do Recife – FAFIRE, em 1992; Curso de Teologia, no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda – IFTO, concluído em 1996.; Curso de Psicologia com Bacharelado, Licenciatura e Habilitação em Formação de Psicólogo pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC, concluído em 2001; Especialização em Psicologia Clínica Hospitalar do Programa de Pós-Graduação “lato sensu” pela Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE, concluído em 2007; Licença em Teologia Moral pela Accademia Alfonsiana – Universitá Lateranense, Roma, concluído em 2009 (Summa cum laude).
Outros Cursos e Especializações: Parapsicologia e Religião, pela Faculdade de Educação de Guaratinguetá-SP e pelo Centro Latino-Americano de Parapsicologia - CLAP, em São Paulo-SP, no ano de 1993; participação no curso sobre Espiritualidade Franciscana, oferecido pelo Centro Franciscano da Argentina, com duração de dois meses (Córdoba, 1997 e 1998); Curso sobre Foro Interno, oferecido pelo Tribunale della Penitenzieria Apostolica (Roma, março de 2008); participação no Congresso Internacional sobre Le nuove frontiera della genetica e Il rischio dell’eugenetica, oferecido pela Pontificia Academia Pro Vita (Vaticano, 2009); Curso de Língua e Cultura Italiana, na Accademia Lingua italiana Assis (Assis, agosto e setembro de 2007); Curso de Inglês, oferecido pela Lado International College dos Estados Unidos (Washington, DC, julho e agosto de 2008); Curso sobre “Paolo, Giovanni e Il loro ambiente”, na Turquia, oferecido pela Pontificia Universitá Gregoriana, no período de 03 a 24 de setembro de 2008.
Vida Ministerial: Promotor Vocacional Provincial na Província dos Capuchinhos do Nordeste do Brasil (1991 a 1995); Mestre de postulantes em Maceió (1997 a 1999); Ecônomo Local em várias fraternidades da Província (1989 a 1998); Vigário Paroquial em diversas paróquias; Vigário da Fraternidade de Maceió (1996 a 2001); Definidor Provincial por dois triênios (1996 a 2001); Ministro Provincial por dois triênios (2001-2007); Vice-Presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil – CCB por dois mandatos (2001-2007). Até o momento de sua nomeação episcopal, exercia os ofícios de Guardião e Ecônomo do Convento Santo Antônio, em Natal-RN.
A NOVA DIOCESE DE SALGUEIRO
No dia 16 de junho de 2010, o Santo Padre criou a Diocese de Salgueiro, no sertão de Pernambuco, desmembrada da egrégia Diocese de Petrolina, e se dignou nomear Frei Magnus H. Lopes, como seu primeiro bispo. A criação da nova diocese é um antigo sonho dos bispos que governaram a Diocese de Petrolina e o pedido de criação foi feito ainda no governo de Dom Gerardo Andrade Ponte, ganhando redobrada atenção do atual bispo, Dom Frei Paulo Cardoso da Silva, OCarm. A nova diocese terá como sede a cidade de Salgueiro e será composta pelos seguintes municípios: Salgueiro, Verdejante, Cedro, Serrita, Terra Nova, Parnamirim, Granito, Moreilândia, Exu, Bodocó, Ouricuri, Trindade, Ipubi, Araripina e Cabrobó.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Divagações de minh`alma
terça-feira, 1 de junho de 2010
Prece de um vocacionado

Senhor, que eu possa ser ponte,
E jamais ser abismo...
Que eu possa ser encontro,
E jamais despedida...
Senhor, que eu traga sempre comigo
A certeza de que nada sou sem Ti...
Senhor, que eu possa ser conforto,
E que jamais eu seja dor...
Que eu possa ser luz,
E jamais escuridão...
Senhor, que eu possa semear a paz e a justiça,
E jamais propagar o ódio ou a discórdia...
Que eu possa sempre ter um sorriso no rosto,
E no coração o sentimento de gratidão...
Senhor, que eu leve amor
A quem não tem acesso...
Que eu Te leve
Aos que ainda não Te conhecem...
Senhor, que eu seja sinal do Teu amor
Aos que jazem nas ruínas do desamor...
Que eu possa calar-me
Para que Tu fales em mim...
Senhor, que ao me olharam não me vejam,
Mas vejam a Ti...
Que a cada despertar,
Possamos Te ver na aurora celeste...
Senhor, que pequeno eu seja,
Para que Tu sempre sejas Onipotente...
Que eu seja cano
Para levar água à terra seca...
Senhor, que eu seja menos indigno,
Para que melhor eu possa te servir...
Que eu possa ser pão de bondade,
Para saciar a tantos que sofrem com a maldade...
Senhor, que eu seja atualização de Tua graça,
Para que, em mim, vejam a Ti...
Senhor que eu seja sacerdote
Para te fazer existir no Pão e no vinho...
Que eu consagre e abençoe,
Para engrandecer-Te cada dia mais...
Senhor, que eu seja sinal do Teu profundo e terno amor
Para aqueles que se sentem chamados...
Que eu seja terra fértil
Para que em mim germine o Teu Poder, a Tua Graça...
Senhor, que eu seja espelho
Para refletir sempre o Teu rosto...
Senhor, que Tu me chames sempre
E eu simplesmente responda: Eis-me aqui!
Luiz Felipe P. de Melo.
Recife-PE, 15/01/2010.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
REFLEXÕES SOBRE O ‘VIVER’
Parece-me que viver é muito mais do que sentir. É de fato, fazer-se, lançar-se sobre a linha do tempo, sofrendo os declives da história. Viver é um querer, é uma pulsão que vem de dentro da gente, a qual nos impulsiona a buscar respostas eloquentes aos nossos questionamentos.
Viver é a arte de se encantar! Viver não é apenas ser. Viver ultrapassa limites. Viver é o esforço do ser enquanto ser-no-mundo. Viver é um constante arriscar-se. Viver é a tentativa de superar e ascender sempre. Viver é conjunto de possibilidades, jamais sentença! Viver é guerrilha humana! Viver é desafiador! Viver não é sonho!
Não se diz que eu “vivo”, mas, meu “viver” grita aos quatro cantos que eu vivo vivendo. Viver é a praticidade filosófica colocando-se no pano de fundo da história. Viver é uma constância inconstante que se delonga até a morte, no ensejo desta ser passagem, viver é infinitude. Viver é mais ato do que verbo. Viver é superior ao pensamento.
Viver se distingue de existir. Existir é ontológico. Viver é pragmaticidade! Viver é dinamismo, é mudança, é construção. Viver é identificar-se no mundo, viver no mundo, mas, conscientizar-se de que o mundo não possui a habilidade de me apreender. Viver é apaixonar-se a cada dia por um ideal... um único ideal: ser feliz! Viver é buscar mil maneiras de ser sempre o mesmo e, paradoxalmente, mudar constantemente.
Viver é relacionar-se-com. Viver é um encadeamento de reações com um único desfeche: o fim – que necessariamente não é fim! Viver é começar e re-começar sempre! Viver é loucura às vezes. Viver é também decepcionar-se, é sofrer, se aborrecer. Viver é também cair, se machucar, ferir. Viver é correr atrás do que passou e não foi feito. Viver é recordar-se! Viver é desejo! Viver é desconstrução e edificação. Viver é dependência-de. Viver é a arte do bem se relacionar, do bem se expressar, do bem agir.
Viver é sonhar! Viver afinal é transcender! Viver é fazer! Viver se contradiz com a corrente... quiçá não seja o “nadar contra a corrente”. Viver é conquistar! Viver é ser gente independentemente do que pensem. Viver, viver, viver... apenas! Viva e deixe viver!
26 DE MAIO DE 2010
LUIZ FELIPE P. DE MELO.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
O que é ecumenismo? Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo provém da palavra grega “oikos” (casa), designando “toda a terra habitada”. Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre Igrejas cristãs; num sentido lato pode designar a busca da unidade entre as religiões ou, mesmo, da humanidade. Neste último sentido, emprega-se também o termo “macroecumenismo”.
Independentemente da definição, o objetivo da Igreja Católica Romana é buscar uma aproximação, o que, muitas vezes, dá a impressão de que o objetivo do movimento é acabar com as outras Igrejas para formar apenas uma; e, principalmente, de que na nova Igreja todos se submetem a uma só autoridade eclesiástica. Mas, na verdade, não é exatamente esta a proposta. Por isso, é importante entender a questão mais profundamente. Assim, ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. Mas, acima de tudo, sinceridade e clareza nas convicções e posições.
A iniciativa [ecumenismo] foi celebrada em âmbito mundial no final de janeiro e agora acontece em âmbito local, com organização do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o ponto alto do evento aconteceu no dia 7 de maio, na catedral metropolitana de Brasília, com uma celebração especial em ação de graças pelo Centenário da Semana de Oração.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso e Arcebispo de Montes Claros (Minas Gerais), Dom José Alberto Moura, recordou a trajetória da ação. «Há 30 anos o evento é realizado de forma mais organizada e intensa, inclusive em diversas paróquias do Brasil e do mundo envolvendo as igrejas evangélicas pertencentes ao Conic», destacou.
Para Dom Moura «o evento significa um esforço de compreensão e respeito entre as igrejas cristãs, uma tentativa de buscar a unidade dos cristãos como Jesus Cristo queria ‘um só rebanho e um só pastor’, no esforço de confiança em Deus». O arcebispo considera que, apesar das barreiras que separam as várias denominações cristãs, existem pontos comuns que ajudam na aproximação destas. Para ele, «são esses pontos que possibilitam o estreitamento entre as denominações», dando como exemplo encontros e iniciativas de oração. Para motivar a referida semana [Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos], o Conic preparou um subsídio que faz um resgate histórico do centenário dessa iniciativa e auxilia nas questões práticas de como fazer o evento acontecer nas comunidades religiosas, escolas, universidades, famílias.
O Conic abrange seis igrejas cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida. Seus objetivos são, entre outros: estudar e refletir sobre questões teológicas e outras que se constituam relevantes para a unidade e a missão da Igreja, nomeadamente os resultados dos diálogos interconfessionais; propiciar reflexão e tomada de posição comum perante a realidade brasileira, confrontando-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus. A entidade também se empenha na promoção da dignidade, dos direitos e deveres da pessoa humana, criada à imagem de Deus, em busca e a serviço do amor, da justiça e da paz; desenvolve linhas comuns de ação e favorece o relacionamento com entidades congêneres, nacionais e internacionais.
Pentecostes é uma festa que tem tudo a ver com ecumenismo: as pessoas nesse dia não passaram a falar todas a mesma língua, mas entenderam a pregação de Pedro cada uma do seu jeito e se sentiram unidas por um Evangelho comum. Bom mesmo será se o espírito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos perdurar e dela nascerem outras iniciativas: grupos conjuntos de reflexão bíblica, festivais de música entre as Igrejas, ações de promoção social realizadas ecumenicamente... E o que mais o Espírito Santo inspirar.
UM POUCO DE HISTÓRIA
A celebração mundial da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começou na Igreja Episcopal [anglicana], no ano de 1908, em Graymoor, no vale do Rio Hudson, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Dez anos antes, Paul James Wattson, clérigo da Igreja Episcopal, fundou junto com Lurana Mary White, também da Igreja Episcopal, as congregações franciscanas que formam a Sociedade de Atonnement, ou seja, da Reconciliação, na Vila Graymoor, perto da cidade de Garrison. Na sua Igreja, frei Wattson encontrou apoio do Reverendo Spencer Jones, reitor da Igreja na Inglaterra, e conhecido como um autor catequético. Em 1907 o Reverendo Jones sugeriu ao Frei Wattson que deveria se observar um dia de oração pela unidade dos cristãos todos os anos, no mundo inteiro, na festa de São Pedro.
Frei Wattson gostou muito da sugestão, mas recomendou que seria melhor uma "Semana de Unidade Cristã", começando na festa da Cátedra de São Pedro, no dia 18 de janeiro, e terminando na festa de São Paulo, no dia 25 de janeiro.
A Semana da Unidade na Igreja foi celebrada pela primeira vez em 1908, e depois foi chamada "A Oitava de Unidade da Igreja" pelo frei Wattson, já que havia oito dias entre as duas festas.
Atualmente a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada por milhões de cristãos no mundo. O decreto sobre o ecumenismo do Concílio, promulgado em 1964, chamou a oração de alma do movimento ecumênico e animou a celebração. Em 1996, a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho pela Unidade dos Cristãos começaram a colaborar na elaboração de um texto comum internacional para uso em todo o mundo.
Desde 1968 estes textos internacionais, baseados em temas propostos por grupos ecumênicos existentes no mundo, são adaptados à realidade dos diferentes países. Aqui no Brasil essa adaptação é feita pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.
Oração pela unidade: “Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles”. (Cf. Jo 17,14-26).
Oremos: Leva-nos de onde estamos agora para onde queres que estejamos; faze de nós não apenas guardiões de uma herança, mas sinais vivos do teu Reino que vem; inflama-nos com paixão pela justiça e pela paz entre todos; enche-nos com aquela fé, esperança e amor que permeia o Evangelho; e através do poder do Espírito Santo faze-nos UM. Para que o mundo possa crer, que teu nome seja glorificado em nossa nação. Para que a tua Igreja possa ser mais efetivamente teu corpo, nós nos comprometemos a te amar, te servir e a te seguir como peregrinos, não estranhos.
Veni Creator
