segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tecendo a própria história...



Mais uma vez aqui estou eu, numa noite solitária e fria,
a desabafar meu pesar, a recolher minhas lágrimas e unir cada gota que escorre em minha face e juntar meu pranto, tecendo assim, nessa telinha, mais um pouco dessa história de penar, de fazer sofrer meu coração.

De uma história tão mal resolvida, tão confusa, tão cheia de nós. Porém, não cabe a mim, dar continuidade ou buscar sanar a problematicidade que ela traz em si, todavia, definitivamente encerrar o que nem começou. Ou quiçá, o que nunca existiu. Que talvez não saiu do "plano das idéias".

Eu, muito apegado às ilusões, à vontade criar e construir...
outrém, isolado, afastado de mim, preso ao seu próprio "Eu", de modo tão ególatra, tão solipsista... tão funestamente devastador de mim mesmo.

Acabo de perceber que se esvai meu amor próprio...
minha auto-afirmação se lança ao chão e na desdita de me esquecer de ti, dou conta de que também se vai contigo um pedacinho de mim.

Hoje, olhando para tudo...
percebo quantos recortes há em meu coração!
Tantos pedaços outros levaram consigo, e chorando sobre a imagem ferida do meu próprio eu frente ao espelho, apenas lamento e trago a certeza de que isso tudo passará...

Há dias, como hoje, que tudo emerge à boca e causa-me uma sensação de amargor, de fel mesmo. Contudo, espero em Deus, que tudo isso passe...
Que tudo isso se vá com o tempo e que seja breve a sua permanência!


Que venham outros e possam tomar parte daquilo que desmerecidamente
eu quis doar a alguém que não soube dar valor!



Madrugada de 13 de julho de 2010,

Luiz Melo.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Frei Magnus Lopes: nomeado bispo da nova diocese de Salgueiro


O papa Bento XVI nomeou, Frei Magnus Henrique Lopes, OFMCap. Da Provincia do Nordeste do Brasil, para o ministério episcopal como primeiro bispo da nova Diocese de Salgueiro.

FREI MAGNUS HENRIQUE LOPES, OFMCap., nasceu em Assu-RN, Diocese de Mossoró, no dia 31 de julho de 1965. Filho de João Gregório Lopes e Maria do Carmo Lopes (in memoriam). Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, a 21 de fevereiro de 1986, na etapa do Postulantado. Fez o santo noviciado de 05 de janeiro de 1988 a 06 de janeiro de 1989, quando emitiu a primeira profissão religiosa. A profissão perpétua e solene fê-la aos 19 de março de 1992, no Convento Santo Antônio, em Natal-RN. Foi ordenado diácono a 25 de março de 1996, na Basílica de Nossa Senhora da Penha, em Recife-PE, por Dom Antônio Soares Costa e ordenado presbítero pelo mesmo bispo, no dia 21 de dezembro de 1996, em Assu-RN.

Formação Acadêmica: Curso Primário no Instituto Padre ibiapina (Assu-RN), concluído em 1981; Secundário com especialização em técnico de nível médio em estradas, na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte – ETFERN (Natal-RN), concluído em 1985.; Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia do Recife – FAFIRE, em 1992; Curso de Teologia, no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda – IFTO, concluído em 1996.; Curso de Psicologia com Bacharelado, Licenciatura e Habilitação em Formação de Psicólogo pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC, concluído em 2001; Especialização em Psicologia Clínica Hospitalar do Programa de Pós-Graduação “lato sensu” pela Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE, concluído em 2007; Licença em Teologia Moral pela Accademia Alfonsiana – Universitá Lateranense, Roma, concluído em 2009 (Summa cum laude).

Outros Cursos e Especializações: Parapsicologia e Religião, pela Faculdade de Educação de Guaratinguetá-SP e pelo Centro Latino-Americano de Parapsicologia - CLAP, em São Paulo-SP, no ano de 1993; participação no curso sobre Espiritualidade Franciscana, oferecido pelo Centro Franciscano da Argentina, com duração de dois meses (Córdoba, 1997 e 1998); Curso sobre Foro Interno, oferecido pelo Tribunale della Penitenzieria Apostolica (Roma, março de 2008); participação no Congresso Internacional sobre Le nuove frontiera della genetica e Il rischio dell’eugenetica, oferecido pela Pontificia Academia Pro Vita (Vaticano, 2009); Curso de Língua e Cultura Italiana, na Accademia Lingua italiana Assis (Assis, agosto e setembro de 2007); Curso de Inglês, oferecido pela Lado International College dos Estados Unidos (Washington, DC, julho e agosto de 2008); Curso sobre “Paolo, Giovanni e Il loro ambiente”, na Turquia, oferecido pela Pontificia Universitá Gregoriana, no período de 03 a 24 de setembro de 2008.

Vida Ministerial: Promotor Vocacional Provincial na Província dos Capuchinhos do Nordeste do Brasil (1991 a 1995); Mestre de postulantes em Maceió (1997 a 1999); Ecônomo Local em várias fraternidades da Província (1989 a 1998); Vigário Paroquial em diversas paróquias; Vigário da Fraternidade de Maceió (1996 a 2001); Definidor Provincial por dois triênios (1996 a 2001); Ministro Provincial por dois triênios (2001-2007); Vice-Presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil – CCB por dois mandatos (2001-2007). Até o momento de sua nomeação episcopal, exercia os ofícios de Guardião e Ecônomo do Convento Santo Antônio, em Natal-RN.


A NOVA DIOCESE DE SALGUEIRO
No dia 16 de junho de 2010, o Santo Padre criou a Diocese de Salgueiro, no sertão de Pernambuco, desmembrada da egrégia Diocese de Petrolina, e se dignou nomear Frei Magnus H. Lopes, como seu primeiro bispo. A criação da nova diocese é um antigo sonho dos bispos que governaram a Diocese de Petrolina e o pedido de criação foi feito ainda no governo de Dom Gerardo Andrade Ponte, ganhando redobrada atenção do atual bispo, Dom Frei Paulo Cardoso da Silva, OCarm. A nova diocese terá como sede a cidade de Salgueiro e será composta pelos seguintes municípios: Salgueiro, Verdejante, Cedro, Serrita, Terra Nova, Parnamirim, Granito, Moreilândia, Exu, Bodocó, Ouricuri, Trindade, Ipubi, Araripina e Cabrobó.


(fonte: wwww.capuchinhos.org).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Divagações de minh`alma

Agora eu sei que quando se trata de felicidade, estamos sempre nos referindo ao momento! De fato, eu demorei muito tempo para tomar esta compreensão e, desapercebido da realidade, lançava-me frente à experiências tão efêmeras, tão banais e, sempre saia ferido, decepcionado!

Hoje, no momento existencial no qual encontro-me circunscrito, estou despontando alegria!
Alegria em ver que sou amado pelo Amado!
Pela doçura de minh´alma, eu encontrei felicidade!

Oh, causa justa de minha eternal alegria!
Oh, alegria de minha juventude!
Oh, felicidade perfeita!
Oh, deleite de minha alma!

Mais uma vez, hoje tive a certeza que somente devo lançar meus olhos à frente, olhando para Jesus e jamais pondo as vistas sobre o que se passou!
O que passou, passou! Não marca mais! Agora, devo somente me importar com o que vem!



terça-feira, 1 de junho de 2010

Prece de um vocacionado


Senhor, que eu possa ser ponte,

E jamais ser abismo...

Que eu possa ser encontro,

E jamais despedida...

Senhor, que eu traga sempre comigo

A certeza de que nada sou sem Ti...

Senhor, que eu possa ser conforto,

E que jamais eu seja dor...

Que eu possa ser luz,

E jamais escuridão...

Senhor, que eu possa semear a paz e a justiça,

E jamais propagar o ódio ou a discórdia...

Que eu possa sempre ter um sorriso no rosto,

E no coração o sentimento de gratidão...

Senhor, que eu leve amor

A quem não tem acesso...

Que eu Te leve

Aos que ainda não Te conhecem...

Senhor, que eu seja sinal do Teu amor

Aos que jazem nas ruínas do desamor...

Que eu possa calar-me

Para que Tu fales em mim...

Senhor, que ao me olharam não me vejam,

Mas vejam a Ti...

Que a cada despertar,

Possamos Te ver na aurora celeste...

Senhor, que pequeno eu seja,

Para que Tu sempre sejas Onipotente...

Que eu seja cano

Para levar água à terra seca...

Senhor, que eu seja menos indigno,

Para que melhor eu possa te servir...

Que eu possa ser pão de bondade,

Para saciar a tantos que sofrem com a maldade...

Senhor, que eu seja atualização de Tua graça,

Para que, em mim, vejam a Ti...

Senhor que eu seja sacerdote

Para te fazer existir no Pão e no vinho...

Que eu consagre e abençoe,

Para engrandecer-Te cada dia mais...

Senhor, que eu seja sinal do Teu profundo e terno amor

Para aqueles que se sentem chamados...

Que eu seja terra fértil

Para que em mim germine o Teu Poder, a Tua Graça...

Senhor, que eu seja espelho

Para refletir sempre o Teu rosto...

Senhor, que Tu me chames sempre

E eu simplesmente responda: Eis-me aqui!


Luiz Felipe P. de Melo.

Recife-PE, 15/01/2010.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

REFLEXÕES SOBRE O ‘VIVER’

Parece-me que viver é muito mais do que sentir. É de fato, fazer-se, lançar-se sobre a linha do tempo, sofrendo os declives da história. Viver é um querer, é uma pulsão que vem de dentro da gente, a qual nos impulsiona a buscar respostas eloquentes aos nossos questionamentos.

Viver é a arte de se encantar! Viver não é apenas ser. Viver ultrapassa limites. Viver é o esforço do ser enquanto ser-no-mundo. Viver é um constante arriscar-se. Viver é a tentativa de superar e ascender sempre. Viver é conjunto de possibilidades, jamais sentença! Viver é guerrilha humana! Viver é desafiador! Viver não é sonho!

Não se diz que eu “vivo”, mas, meu “viver” grita aos quatro cantos que eu vivo vivendo. Viver é a praticidade filosófica colocando-se no pano de fundo da história. Viver é uma constância inconstante que se delonga até a morte, no ensejo desta ser passagem, viver é infinitude. Viver é mais ato do que verbo. Viver é superior ao pensamento.

Viver se distingue de existir. Existir é ontológico. Viver é pragmaticidade! Viver é dinamismo, é mudança, é construção. Viver é identificar-se no mundo, viver no mundo, mas, conscientizar-se de que o mundo não possui a habilidade de me apreender. Viver é apaixonar-se a cada dia por um ideal... um único ideal: ser feliz! Viver é buscar mil maneiras de ser sempre o mesmo e, paradoxalmente, mudar constantemente.

Viver é relacionar-se-com. Viver é um encadeamento de reações com um único desfeche: o fim – que necessariamente não é fim! Viver é começar e re-começar sempre! Viver é loucura às vezes. Viver é também decepcionar-se, é sofrer, se aborrecer. Viver é também cair, se machucar, ferir. Viver é correr atrás do que passou e não foi feito. Viver é recordar-se! Viver é desejo! Viver é desconstrução e edificação. Viver é dependência-de. Viver é a arte do bem se relacionar, do bem se expressar, do bem agir.

Viver é sonhar! Viver afinal é transcender! Viver é fazer! Viver se contradiz com a corrente... quiçá não seja o “nadar contra a corrente”. Viver é conquistar! Viver é ser gente independentemente do que pensem. Viver, viver, viver... apenas! Viva e deixe viver!


26 DE MAIO DE 2010

LUIZ FELIPE P. DE MELO.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Neste ano de 2010, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos [SOUC] será realizada entre os dias 16 e 23 de maio e terá como lema: “Vocês são testemunhas dessas coisas” (cf. Lucas 24, 48). Vale lembrar que as igrejas escocesas também celebram, concomitantemente com a SOUC, o centésimo aniversário da Conferência de Edimburgo, e o tema proposto é semelhante: “Testemunhar Cristo Hoje”. Preparando-nos para celebrar Pentecostes, pois é obra do Espírito Santo a unidade dos cristãos. Mas, muitos de nós, católicos ou não, precisamos entender melhor o que é o ecumenismo e como ele é importante para nossa fé.

O que é ecumenismo? Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo provém da palavra grega “oikos” (casa), designando “toda a terra habitada”. Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre Igrejas cristãs; num sentido lato pode designar a busca da unidade entre as religiões ou, mesmo, da humanidade. Neste último sentido, emprega-se também o termo “macroecumenismo”.

Independentemente da definição, o objetivo da Igreja Católica Romana é buscar uma aproximação, o que, muitas vezes, dá a impressão de que o objetivo do movimento é acabar com as outras Igrejas para formar apenas uma; e, principalmente, de que na nova Igreja todos se submetem a uma só autoridade eclesiástica. Mas, na verdade, não é exatamente esta a proposta. Por isso, é importante entender a questão mais profundamente. Assim, ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. Mas, acima de tudo, sinceridade e clareza nas convicções e posições.

A iniciativa [ecumenismo] foi celebrada em âmbito mundial no final de janeiro e agora acontece em âmbito local, com organização do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o ponto alto do evento aconteceu no dia 7 de maio, na catedral metropolitana de Brasília, com uma celebração especial em ação de graças pelo Centenário da Semana de Oração.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso e Arcebispo de Montes Claros (Minas Gerais), Dom José Alberto Moura, recordou a trajetória da ação. «Há 30 anos o evento é realizado de forma mais organizada e intensa, inclusive em diversas paróquias do Brasil e do mundo envolvendo as igrejas evangélicas pertencentes ao Conic», destacou.

Para Dom Moura «o evento significa um esforço de compreensão e respeito entre as igrejas cristãs, uma tentativa de buscar a unidade dos cristãos como Jesus Cristo queria ‘um só rebanho e um só pastor’, no esforço de confiança em Deus». O arcebispo considera que, apesar das barreiras que separam as várias denominações cristãs, existem pontos comuns que ajudam na aproximação destas. Para ele, «são esses pontos que possibilitam o estreitamento entre as denominações», dando como exemplo encontros e iniciativas de oração. Para motivar a referida semana [Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos], o Conic preparou um subsídio que faz um resgate histórico do centenário dessa iniciativa e auxilia nas questões práticas de como fazer o evento acontecer nas comunidades religiosas, escolas, universidades, famílias.

O Conic abrange seis igrejas cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida. Seus objetivos são, entre outros: estudar e refletir sobre questões teológicas e outras que se constituam relevantes para a unidade e a missão da Igreja, nomeadamente os resultados dos diálogos interconfessionais; propiciar reflexão e tomada de posição comum perante a realidade brasileira, confrontando-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus. A entidade também se empenha na promoção da dignidade, dos direitos e deveres da pessoa humana, criada à imagem de Deus, em busca e a serviço do amor, da justiça e da paz; desenvolve linhas comuns de ação e favorece o relacionamento com entidades congêneres, nacionais e internacionais.

Pentecostes é uma festa que tem tudo a ver com ecumenismo: as pessoas nesse dia não passaram a falar todas a mesma língua, mas entenderam a pregação de Pedro cada uma do seu jeito e se sentiram unidas por um Evangelho comum. Bom mesmo será se o espírito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos perdurar e dela nascerem outras iniciativas: grupos conjuntos de reflexão bíblica, festivais de música entre as Igrejas, ações de promoção social realizadas ecumenicamente... E o que mais o Espírito Santo inspirar.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A celebração mundial da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começou na Igreja Episcopal [anglicana], no ano de 1908, em Graymoor, no vale do Rio Hudson, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Dez anos antes, Paul James Wattson, clérigo da Igreja Episcopal, fundou junto com Lurana Mary White, também da Igreja Episcopal, as congregações franciscanas que formam a Sociedade de Atonnement, ou seja, da Reconciliação, na Vila Graymoor, perto da cidade de Garrison. Na sua Igreja, frei Wattson encontrou apoio do Reverendo Spencer Jones, reitor da Igreja na Inglaterra, e conhecido como um autor catequético. Em 1907 o Reverendo Jones sugeriu ao Frei Wattson que deveria se observar um dia de oração pela unidade dos cristãos todos os anos, no mundo inteiro, na festa de São Pedro.

Frei Wattson gostou muito da sugestão, mas recomendou que seria melhor uma "Semana de Unidade Cristã", começando na festa da Cátedra de São Pedro, no dia 18 de janeiro, e terminando na festa de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

A Semana da Unidade na Igreja foi celebrada pela primeira vez em 1908, e depois foi chamada "A Oitava de Unidade da Igreja" pelo frei Wattson, já que havia oito dias entre as duas festas.

Atualmente a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada por milhões de cristãos no mundo. O decreto sobre o ecumenismo do Concílio, promulgado em 1964, chamou a oração de alma do movimento ecumênico e animou a celebração. Em 1996, a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho pela Unidade dos Cristãos começaram a colaborar na elaboração de um texto comum internacional para uso em todo o mundo.

Desde 1968 estes textos internacionais, baseados em temas propostos por grupos ecumênicos existentes no mundo, são adaptados à realidade dos diferentes países. Aqui no Brasil essa adaptação é feita pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

Oração pela unidade: “Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles”. (Cf. Jo 17,14-26).

Oremos: Leva-nos de onde estamos agora para onde queres que estejamos; faze de nós não apenas guardiões de uma herança, mas sinais vivos do teu Reino que vem; inflama-nos com paixão pela justiça e pela paz entre todos; enche-nos com aquela fé, esperança e amor que permeia o Evangelho; e através do poder do Espírito Santo faze-nos UM. Para que o mundo possa crer, que teu nome seja glorificado em nossa nação. Para que a tua Igreja possa ser mais efetivamente teu corpo, nós nos comprometemos a te amar, te servir e a te seguir como peregrinos, não estranhos.

Veni Creator





Veni, Creator Spíritus,
mentes tuórum visita,
imple supérna grátia,
quae tu creásti péctora.
Qui díceris Paráclitus,
altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas,
et spiritális únctio.
Tu septifórmis múnere,
dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris,
sermóne ditans gúttura.
Accénde lumen sénsibus;
infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis
virtúte firmans pérpeti.
Hostem repéllas lóngius,
pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio
vitemus omne noxium.

Per te sciámus da Patrem,
noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum
credamus omni témpore.
Deo Patri sit glória,
et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito,
in saeculórum saecula. Amem.

V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur.
R/ Et renovábis fáciem terrae.
Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém.