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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O camponês e o santo choram


"Francisco não era um 'bobo alegre' que, mecanicamente, estava sempre sorrindo. Ele sabia separar bem as coisas. Seus sentimentos eram definidos, conforme as circunstâncias.

Seu terno e profundo amor por Jesus pobre e crucificado levava-o, muitas vezes, a chorar e lamentar-se em voz alta. Conta-se que, certa vez, se encontrava rezando sozinho, num bosque, próximo à igrejinha de Santa Maria dos Anjos. Certo homem, ouvindo-o, pensou que padecesse de alguma enfermidade e, movido de compaixão, perguntou-lhe: 'Por que chorais?'

Francisco, tomando a palvra, respondeu-lhe:



' - Choro a paixão do meu Senhor, não devo envergonhar-me de andar chorando por Ele, em alta voz e pelo mundo inteiro'.



Bela foi a reação do homem. Sentou-se a seu lado e, solidariamente, começou a chorar com ele, em alta voz.


Francisco fora o santo que proclamara mundo afora que o Amor não é amado, Jesus é o nosso Amor que não é amado suficientemente. Francisco foi capaz de chorar amargamente por esse amor não crrespondido" (Francisco: o irmão sempre alegre; Frei Jorge E. Hartmann, OFM).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Eis que assim falou o Seráfico Pai:


"1. Foi assim que o Senhor me concedeu a mim, Frei Francisco, iniciar uma vida de penitência: como estivesse em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para leprosos.
2. E o Senhor mesmo me conduziu entre eles e eu tive misericórdia com eles.
3. E enquanto me retirava deles, justamente o que antes me parecia amargo se me converteu em doçura da alma e do corpo. E depois disto demorei só bem pouco e abandonei o mundo.
4. E o Senhor me deu tanta fé nas igrejas que com simplicidade orava e dizia:
5. "Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendizemos porque por vossa santa cruz remistes o mundo".
6. E o Senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que, mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles"(Trecho do Testamento de São Francisco, o Poverello de Assis).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Estou pensando em Deus...


... Certa vez, na Capela de São Damião, fitando os olhos sobre o crucifixo, Francisco perguntou ao crucificado em forma de oração: "Senhor, que quees que eu faça?"


[...]


O Senhor respondeu-lhe:


"Vai e reconstrói a minha Igreja!"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

É isso que eu também almejo!!!


" [...] A Porciúncula foi o lugar predileto de Francisco. Lá ele fundou a Ordem dos Frades Menores; lá também acolheu Clara, fundando mais tarde a Ordem da Irmãs Clarissas. Possivelmente, aí foi o berço da Ordem Terceira, hoje conhecida como a Ordem Franciscana Secular.


A igrejinha da Porciúncula, é até hoje, a mais graciosa e guardiã dos traços originais da restauração efetuada pelo santo de Assis. Foi também aí que Francisco ouviu, em fevereiro de 1208, o Evangelho que fala sobre a missãodos discípulos de Jesus.


Depois da missa foi procurar o sacerdote pedindo-lhe que lhe explicasse melhor o texto.


Frei Tomás de Celano conta, nas suas memórias, que o sacerdote explicou tudo, e Francisco, ouvindo que os discípulos não deviam possuir ouro, prata ou dinheiro, nem bolsa, nem pão... mas pregar o Reino de Deus e a penitência, entusiasmou-se no Espírito de Deus, dizendo:


- É tudo o que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que desejo fazer de todo o coração.


Foi transbordando de alegria que, Francisco tratou, sem demora, de pôr em prática tudo o que oacabar de ouvir. Arrumou para si uma túnica pobre, áspera e mal acabada, em forma de cruz, e começou a pregar a todos a penitência, com grande fervor de espírito e alegria de alma [...] " (Francisco: o irmão sempre alegre; Frei Jorge E. Hartmann, OFM).