domingo, 25 de abril de 2010

Razões Porque sou Católico





1º - A Igreja Católica tem como seu fundador o próprio Jesus Cristo ( Mt 16,18-19)

2º - A Igreja Católica é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28; Flp 1,1; Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15, 2-6,21,18; 1Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6, 1-6).

3º - A Igreja Católica comprova a sua autoridade com a sucessão apostólica.

4º - A Igreja Católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2).

5º - A Igreja Católica segue a advertência bíblica contra as divisões, cismas e sectarismo (Mt 12,25; 16,18; Jo, 10,16; 17,20-23; Atos 4,32; Rom 13,13; 1Cor 1, 10-13; 3,3-4; 10,17; 11,18-19; 12,12-27; 14,33...).

6º - A Igreja Católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4, 12-13; 2Tm 3,16-17; da Tradição, isto é, o conteúdo da doutrina cristã vindo desde o começo do cristianismo que garante a continuidade da única e mesma mensagem de Cristo (2Ts 2,15 consultar Bíblia de Jerusalém e a versão protestante João Ferreira de Almeida; 1Cor 11,2) e do Magistério, isto é, a palavra do papa e dos bispos unidos a ele (Mt 16,19; Lc 10,16).

7º - A Igreja Católica recebeu a missão de ensinar a verdade e cuidar da sã doutrina ( Mt 28,19-20 e Atos 2, 42), e assim evitar o erro das interpretações particulares que provocam discussões e diversidades. Ela é "coluna e sustentáculo da verdade"(1Tim 3,15).

8º - A Igreja Católica conservou a Bíblia com todos os livros do antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397), Cartago IV 9419) e Trulos (692). E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Foi ela também quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a sua leitura.

9º - A Igreja Católica em os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 29,19), Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Matrimônio (19,3-9), Unção dos Enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a Última Ceia, quando disse aos seus apóstolos na Última Ceia: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

10º - A Igreja Católica acredita que o batismo é necessário para receber a salvação (Mc 16,16), o perdão dos pecados, o Espírito Santo (Atos 2,38) e tornar-se membro da Igreja (Atos 2,41).

11º - A Igreja Católica continua a conceder o sacramento da Crisma do mesmo modo como no passado (Atos 8,18, isto é, pelos bispos, sucessores dos apóstolos.

12º - A Igreja Católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Ela vive fielmente as palavras da Última Ceia: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19.20).

13º - A Igreja Católica mantém a prática de dar uma nova oportunidade de perdão dos pecados através dos sacramentos da penitência ou confissão, conforme a vontade de seu fundador (Jo 20,23).

14º - A Igreja Católica professa ser o matrimônio indissolúvel, conforme o ensino de Seu fundador (Mt 19,3-9). e ao mesmo tempo tem misericórdia e acolhe com amor aqueles(as) que passaram pela dura experiência da separação.

15º - A Igreja Católica continua o sacerdócio instituído por Jesus Cristo na Última Ceia (Lc 22,14-20), e continuado desde a Igreja primitiva (Atos 6,6; 14,22; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6) até os nossos dias.

16º - A Igreja Católica continua a prática da Unção dos Enfermos para pedir a cura para o espírito, alma e corpo, conforme o ensino bíblico (Mc 1,13; 1Cor 12,9; Tg 5,14-15) e a prática dos primeiros cristãos passada de geração em geração até aos nossos dias.

17º - A Igreja Católica venera a Virgem Maria conforme uma profecia bíblica (Lc 1,48) e a vontade do próprio Jesus (Jo 19,25-27).

18º - A Igreja Católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc 1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14).

19º - A Igreja Católica aceita a autoridade dos Concílios Ecumênicos realizados desde o início do Cristianismo (Atos 15), e no decorrer dos séculos foram definindo a doutrina cristã.

20º - A Igreja Católica crê na doutrina bíblica do céu (1cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) e no valor da oração pelos mortos (2Mac 12,39-45; 1Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18).

21º - A Igreja Católica acredita na eficácia da intercessão da Virgem Maria e dos santos, conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura (Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16), e o testemunho de cristãos que atribuem as graças alcançadas à intercessão dos santos e santas.

22º - A Igreja Católica crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11).

23º - A Igreja Católica acredita que cada pessoa tem um anjo da guarda (Sl 33,8; Mt 18,10; Atos 12,15; Hbr 1,14)

Fonte: Quem fundou a Igreja Católica? (Pe.A.L.G.)
Texto extraído do panfleto explicativo, ano 2005, paróquia São José - Belo Horizonte e Basílica de São Geraldo em Curvelo - MG

A † Ω "...e as portas do inferno não prevalecerão contra a minha Igreja - diz o Senhor" (Mt. 16, 18).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Turbulência





Eu estou vivendo um intenso e decisivo momento em minha vida...
Ao certo não sei bem o que está ocorrendo:
num misto de angústia, dor e, por outro lado, alegria e realização, lanço-me frente ao nada do que fui e a inconstante perturbação do que pretendo vir-a-ser.


Tão frágil, tão amante!
Tão passional!
Tão vidente!


Vou me arriscando a cada dia...
Oh, vidinha sem utilidade...
Sem graça!
A mesmice que cerca:
as mesmas pessoas, as mesmas práticas... Rotina!



Cansei de tudo isso!

Sinto-me afastado, distanciado de meus sonhos

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tu respondes por ti...



Por quê?!

Se tu não gostas de ti, quem de ti irá gostar?

Se não te orgulhas do que fazes, quem se orgulhará?

Se não tens respeito por tuas ações, quem haverá de ter?

Se não sentes entusiasmos em teus trabalhos, quem irá sentir?

Se não dás crédito às tuas decisões, quem nelas acreditará?

Se não te alegras com a vida que tens, quem mais alegrar-se-á?

Se fores capaz de enganar a ti mesmo, a quem deixará de enganar?

Se ainda não aprendestes a conjugar o verbo “Compreender”, como queres conjugar o verbo “Amar”?

Se destruíres todos os caminhos que te trazem afeto, por que choras com a solidão?

Se teimares em semear o mal e a tristeza, por que te surpreendes quando germinam as decepções?

Caso persistas em viver do ontem, como não temerás o amanhã (o novo)?

Se oscilares entre o passa e o futuro, como podes desfrutar do presente (o agora)?

Se não te dispões a perdoar as faltas alheias, com que direito esperas que os outros te perdoem?

Se nunca partilhas, como podeis querer que os outros dividam contigo?

Se não prestas atenção, como queres ser o centro de tudo?

Se tu não pões em prática aquilo em que crês, como esperas a tua salvação?

Se não possuis sonhos, nem fé, nem tens entusiasmo; por que acusas o mundo de ser tão árido, frio e sem bondade?

Se não buscais as coisas do alto quando estás bem, por que esperas em Deus no momento de agonia?

Se não dás valor ao que os outros fazem por ti, como quereis que os mesmos de ti se compadeçam?

Se não dás valor à tua Igreja, como quereis ao término da caminhada existencial chegar à Jerusalém Celeste?

“Chegai-vos a Deus, e Ele chegar-se-á a vós” (Tg. 4 8).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

VENTANIA




Eu queria ser como o vento,

Que passa e toca.

Às vezes impulsiona,

Outras, somente toca.

Eu queria ser como a lua,

Esperada pela noite

E expulsa pelo dia.

Eu queria ser como a água,

Que cai do céu,

Que limpa, que lava.

Eu queria ser como o tempo,

Que é, que foi e será.

Eu queria ser apenas um livre pensamento

Que flui e diz tudo num único segundo.

Que estremece e esquece.

Eu queria ser como as rosas,

Que são belas e cobiçadas.

Ainda por cima, são por Deus perfumadas.

Eu queria ser como uma onda,

Que vai e volta,

Mas que continua uma onda.

Eu queria ser o intempérie tão natural

Que passa pela tua vida,

Mas que não te deixa mais igual.

Eu queria ser apenas a boca

Que se enche de desejo,

Que se abre e se encanta com teus beijos.

Eu queria ser como um abraço,

Que foge, que corre.

Mas, sempre se encontra no mesmo braço.


Eu queria ser apenas um agasalho

Para que nas noites frias

Eu pudesse te aquecer.

Eu queria ser como o fogo,

Que aquece e ilumina.

Que queima e fascina. (Recife-PE, 02 de março de 2010)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Eis que faço nova todas as coisas


Já estamos vendo no horizonte o raiar de um Novo Ano. Às suas vésperas, celebramos a festa da Luz. Da Luz verdadeira que veio brilhar para nós, que vivíamos nas trevas da morte, como profetizou Isaías.

Como o sol, depois de mergulhar no solstício do inverno, retorna para iluminar a terra e dar-lhe o seu calor, assim irrompeu o Cristo em nosso meio. João Evangelista nos ensina que a Luz do Cristo espancou as trevas, que agarradas ao orgulho e ao pecado, não a quiseram receber. Mas a todos os que abriram os olhos ao seu fulgor, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

No esplendor destes dias, em que rememoramos o acontecimento histórico do nascimento de Cristo, a Vida e a Luz que nos foram dadas pela misericórdia divina e pelo "sim" generoso de Maria, também retomamos o tempo cíclico que, tendo sua origem nos anos eternos, continua seu curso nos dias, anos e estações, até a consumação do tempo.

Natal e Ano Novo. Nestes dois acontecimentos, encontra a humanidade um momento de esperança.

Para uns, apenas uma utopia que se esvai, como a fumaça dos fogos de artifício. Votos, muitos até poéticos, que se misturam na voragem dos dias e logo se perdem na impotência humana de sua realização, na prepotência dos mais fortes, na cobiça, no roubo e na violência, na miséria que transparece a cada dia.

São votos que não nascem do coração, muitos fingidos e que expressam um relacionamento interesseiro. Os presentes, de valores altíssimos, nada mais querem senão manter os negócios. As gratificações, como foram reveladas na recente crise econômica, são um insulto à justiça.

Para estes, se patenteia a palavra do Evangelista: "A Luz estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu e os seus não o receberam" (Jo 1, 10-11)

Para nós, porém, que nos abrimos à Luz e acolhemos a bondade de Deus que veio até nós, na simplicidade de um Menino, como para os Magos, brilha a Estrela da esperança:"Vimos sua estrela no oriente e viemos homenageá-lo" (Mt. 2, 2 e 9).

Os nossos votos têm fundamento. Pela fé, temos a certeza de um mundo novo, de paz e de amor, para o qual, guiados pela Estrela devemos caminhar

Nossos desejos expressam que cremos na vitória da Luz, a vitória de Cristo.

Vamos nos saudar no início deste Novo Ano, expressando o amor e a caridade que já nos unem, embora ainda na fragilidade dos dias terrenos.

Iluminados pela Luz d'Aquele que é, que era e que será, do Princípio e o Fim de todas as coisas, aspiramos construir uma nova terra e um novo céu, a tenda de Deus com os homens, onde se realizará nossa esperança. Pela força da graça, venceremos.

Sabemos que ainda temos muita luta, pois o poder das trevas quer a todo o custo, impedir a vinda do Reino. Mas a fé no Filho que nos foi dado, mostra-nos o poder de Deus que destrói a astúcia dos Herodes de todas as épocas e nos conduz a Belém, a casa do pão, a Jerusalém celeste, onde “as coisas antigas se foram” (Apoc. 21,4).

Caminhemos, pois, à luz da Estrela e que nossos votos de um Ano Novo augurem a felicidade de estarmos construindo o Reino daquele que faz novas todas as coisas.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

domingo, 2 de agosto de 2009

Eu, descrito por mim mesmo...

Bem, hoje faz exatamente vinte anos que me questiono acerca de quem eu sou verdadeiramente... Não tendo respostas completas e nem concretas, lanço-me frente à incerteza das impossibilidades presentes, buscando alternativas sustentáveis e argumentos plausíveis aos meus inúmeros questionamentos. Sabendo e reconhecendo que sempre quando tentamos dizer o que algo “é”, aventuramo-nos, pois, em ‘delimitar’ a sua essência, em outras palavras, buscamos dar “finitude” a algo infinito!
Nasci aos dois de agosto do ano da graça de mil novecentos e oitenta e nove, às quinze horas de uma quarta-feira, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP, localizado nesta cidade, no bairro da Boa Vista. Vim ao mundo no mesmo dia em que o ‘Rei do Baião’ deixou essa dimensão terrestre e partiu para a Jerusalém Celeste... Por isso meu nome: Luiz, em homenagem ao eterno “Gonzangão”.
Acredito fielmente na palavra que diz: “Antes que no seio de minha mãe eu fosse formado, o Senhor já me conhecia; antes do meu nascimento, Ele já me havia consagrado” (cf. Jr. 1, 5), sendo assim, percebo que toda a minha difícil caminhada até aqui foi e é, um encontro com Deus que é Amor (I Jo. 4, 16), e Amor para sempre. Entre lágrimas e sorrisos, entre sonhos e decepções, semeando, dia após dia, vou chegando à conclusão de que nada sou sem Deus.
Mas, fui crescendo... Aos dezesseis de setembro de mil novecentos e noventa, às dez horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, localizada no bairro que tem por nome o título da padroeira – Graças – fui batizado no terceiro domingo daquele mês pelo Revmo. Pe. João Novaes, ainda administrador daquele territorial paroquial. Dando início à minha vida cristã, deixando de ser mera criatura e passando a ser contado entre os “Membros de Cristo”.
E o tempo ia passando... Lentamente... Em fevereiro do ano de 1993 fui matriculado na minha primeira escola, “Escola Jardim de Nathália”, lá dei início à minha vida estudantil – eu diria. Minha primeira professora, Tia Paula... Nunca me esqueci! De início detestava ir à escola, tudo por conta do apego à minha mãe... Depois, com o passar do tempo, fui me acostumando... O tempo passava... e eu crescia em graça e em sabedoria. No início do ano seguinte eu era transferido para uma outra instituição de ensino infantil – Escola Modelo São Félix - localizada nas proximidades de minha residência... Lá fui alfabetizado... Conheci um mundo totalmente diferente, comecei um processo de desmistificação e de desconstrução até hoje válido... Adentrei em um universo surreal, hierárquico... Concluindo, o primeiro grau menor – na época, assim chamado – em dezembro de 1999. Em fevereiro do ano de dois mil, dava início ao segundo grau maior, também denominado de Ensino Fundamental II, numa falida instituição da Rede Pública Estadual, a Escola Estadual Landelino Rocha... Lá eu não aprendi nada! Exceto, como o ser humano torna-se seu próprio fiasco, seu próprio vilão... E o pior, conheci logo o lado vil da vida, o lado amargo do sabor da vida.... Decepções, frustrações, perseguições... Somente por eu não comungar com tal realidade! Porém, Deus em sua infinita misericórdia nunca abandonou-me... Comigo sempre esteve durante todo o caminhar... Difícil caminhar! Aos onze anos de idade dava início aos estudos catequéticos, concluindo com a recepção da minha Primeira Eucaristia, aos vinte e seis de novembro daquele mesmo ano, às quinze horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, localizada no bairro do Pina. Durante este tempo comecei a perceber que o Senhor me chamava... De início relutei!!
O tempo continuou a passar... Eu crescia... E em abril do ano de dois mil e dois, eu mais uma vez mudava de escola... Agora passava a estudar no Instituto Imaculada Conceição, concluindo assim o chamado Ensino Fundamental II no ano de dois mil e três. Eis que o Senhor continuava a me chamar... E eu, tal como o jovem Samuel não percebia... Em dois mil e quatro ingressava no Colégio Brasil, sede Boa Viagem, com intuito de lá terminar o Ensino Médio. Porém, o Senhor mesmo tinha outros planos para a minha vida... Aconteceu que no final daquele ano o colégio faliu e eu fui estudar na outra unidade, no Centro. Já em dois mil e cinco, retornei à catequese, desta vez para me preparar para a recepção do sacramento da Crisma... Aos doze de novembro do ano da graça de dois mil cinco, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, diante de Deus e dos irmãos, na Celebração Eucarística, em meio a qual recebi a Imposição das mãos e a Unção do Crisma, confirmava o sacramento que havia recebido ainda quando pequeno, renovando, assim, as promessas do meu batismo... E tendo a certeza de que Ele tinha me escolhido, a partir daquele dia Ele mesmo colocou em meu coração... “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo. 15, 16). E desde então estou a peregrinar... Buscando dar sentido à Vida que o Senhor concedeu a mim... Eu, pobre e infiel... Um servo vil e inútil!
Em dois mil e seis mudava novamente de escola, concluindo assim, no Colégio e Curso Especial, na unidade de Piedade. No final daquele prestava o meu primeiro vestibular, concorrendo a uma vaga no curso de História da Universidade Federal de Pernambuco e Filosofia na Universidade Católica de Pernambuco. Na primeira, fui para o remanejamento faltando-me apenas onze décimos, não acompanhando o remanejamento, mais tarde descobri que havia sido aprovado... Mas já era tarde! Na segunda, a UNICAP, fui aprovado com um coeficiente, diria até, significativo, sendo contemplado com uma bolsa parcial de cinqüenta por cento. Ingressei na Universidade aos dois de fevereiro de dois mil e sete, sendo o mais o jovem de minha turma, com apenas dezessete anos de idade.
Atualmente, estou a cursar o sexto período – de oito, ou seja, faltam-me apenas dois períodos – graças a Deus, venho me esforçando ao máximo para dar o melhor... Continuo caminhando “vocacionalmente”... Tendo sempre em mente três coisas:

ü Vocação é um chamado de Deus! Não é meu nem da Igreja ou de qualquer outra congregação ou diocese... Mas, de Deus e deve ser a Ele que devo responder;
ü Deus não me escolheu devido às minhas limitações, devido ao que tenho ou ao que sou, porém, devido exclusivamente à sua graça;
ü Para tudo há um tempo (Ecl. 3, 1).

Sou um jovem sonhador, um amante incondicional por Jesus e por sua Igreja!
Caso tenham dúvidas: questionem-me!! Perguntem! Se eu achar cabível, responderei, se não, no máximo, darei o desprezo! Na verdade estou chegando à conclusão que sou tudo aquilo de bom e de belo que se manifesta em mim... e todas as minhas dúvidas!

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Recife-PE, 02 de agosto de 2009.

Luiz Felipe Pereira de Melo.